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Maconha na adolescência: Faz mal?

Quais os efeitos do uso precoce da maconha em cérebros que ainda estão em desenvolvimento? No Cannabis de A a Z de hoje, vamos desenrolar esse assunto de acordo com o que a ciência já sabe. Sem caô!  

by Michelle, Sep 15, 2021
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Vem cá, você lembra quantos anos tinha quando fumou seu primeiro baseado? No Cannabis de A a Z de hoje, vamos refletir sobre o uso de maconha na adolescência. O que a ciência já sabe sobre a exposição precoce do nosso cérebro à planta? 

Não dá pra falar de uso de substâncias psicoativas na adolescência sem trazer o álcool e o tabaco para a conversa. Apesar de ser da maconha a posição de ‘porta de entrada para outras drogas’, a gente duvida que seu primeiro beck tenha sido antes de experimentar um goró ou dar um trago em um cigarro… 

Mas, hipocrisias à parte, fato é que o uso de qualquer substância na adolescência deve ser evitado. Um estudo realizado nos Estados Unidos concluiu que os jovens são mais propensos a se tornarem dependentes, já que a exposição precoce ‘’prepara o cérebro adolescente para desejar a substância.’’

Como assim? Os cérebros mais jovens são mais vulneráveis e têm maior capacidade de mudança. Como resultado disso, substâncias psicoativas têm maior probabilidade de alterar as conexões sinápticas e intensificar as memórias de prazer e recompensa.

O resumo da ópera é que na adolescência, nosso cérebro ainda está em desenvolvimento. Mas, também é fato que é nessa época da vida que costumam rolar as descobertas, as primeiras vezes. Drauzio Varella coloca perfeitamente:

“A maconha faz parte do universo dos jovens de qualquer classe social; mesmo os abstêmios têm amigos que fumam. Em certas fases da juventude, o risco de uma filha ou filho experimentá-la, é alto. Condená-los por ter curiosidade, necessidade de aceitação no grupo ou por cair em tentação vai ajudá-los?”

O que a ciência diz?

Foi publicado em junho deste ano o maior estudo de neuroimagem do uso de cannabis feito até hoje. Os pesquisadores realizaram milhares de ressonâncias magnéticas dos cérebros de 799 adolescentes ao longo de cinco anos, com idade média de 14 a 19 anos.

Nesse estudo, descobriram que o uso de cannabis estava associado à diminuição da espessura do córtex cerebral, especialmente nas regiões pré-frontais. Também concluíram que quanto mais intenso o uso ao longo desses cinco anos, mais rapidamente se notava o afinamento.

As áreas que haviam diminuído, também eram as áreas mais sujeitas a mudanças na adolescência – o que o pesquisador descreve como as partes mais “plásticas”, e que têm uma alta densidade de receptores canabinóides. 

Ou seja, apesar de ser um estudo importante, os próprios pesquisadores apontam que a ciência ainda está aprendendo os mistérios dos nossos cérebros. Esse afinamento também poderia ser atribuído ao desenvolvimento normal dos adolescentes estudados… Vish, daí complicou, né?

Um outro estudo indica, por meio de observação de auto-relatos, que o uso da maconha na adolescência aumenta o risco de ansiedade e depressão na vida adulta.

A legalização do uso recreativo facilita o acesso da maconha aos adolescentes?

Segundo estudos, não.

Mas, a gente sabe que o jovem vai dar um jeito de experimentar se quiser. Seja legalizado ou não, como é com o álcool e o tabaco.

Nos resta abastecer geral com informação confiável. E também lembrar que esse tipo de decisão precisa de responsabilidade. Não é daora fazer as paradas só para copiar o amiguinho ou se sentir enturmado.

As meninas do Girls in Green tem várias dicas importantes sobre o assunto aqui. E nunca é tarde pra sacar nossa collab com elas, aqui!

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