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Mentiras sobre a maconha: de tanto repetir, viraram verdades

Chega mais, esse é o Cannabis de A a Z. Já vou logo dando a letra: aqui não tem espaço pra julgamentos. A ideia é reunir todo tipo de conteúdo sobre a maconha num ambiente acolhedor e didático. Queremos construir uma verdadeira enciclopédia sobre a planta.

by Michelle, Mar 26, 2021
2 comments.

Vamos começar dando um fim em algumas mentiras que rodam por aí em relação à nossa amada maconha. Aos fatos. A ilegalidade faz com que informações concretas sobre a maconha encontrem pouco espaço para serem esclarecidas. Aquele teu brother que contou que o melzinho que sai do beck é haxixe tava mentindo. Tem muita coisa tida como verdade, inclusive por especialistas, que na real não é bem assim.

Sabemos o que fumamos?

Por muito tempo aqueles que fumavam maconha aqui no Brasil só tinham acesso ao prensado. Ainda é assim para a maioria, mas até nas biqueiras já se encontra haxixe, colômbia e umas florzinhas. Empacados no ‘o que tá tendo’. 

Existe um submundo no Brasil, dos zé creminhas. Nomes difíceis pra todo lado. Eles fumam as cremas mais cremosas que existem, do brother que trouxe da Califórnia, Barcelona. A cada dia surgem nomes diferentes para algo que vocês nunca vão saber exatamente o que é. 

Fora da bolha da maconha, mal começamos a falar sobre as strains no Brasil. Enquanto isso, em reinos (não tão) distantes em que a maconha é legalizada, a diferenciação por cepas ou variedades, já tá ficando pra trás.

Sativa X Indica X Híbrida

No começo, as strains eram tipo nomes de esmaltes: não me diziam nada. Ainda é muito comum ouvir alguém falar que prefere flores sativas porque são energéticas, ou indicas porque ajudam a dormir. Mas não é bem assim. Essa forma de categorizar e diferenciar a maconha já não faz mais tanto sentido hoje em dia.

Primeiro porque a chapância da maconha não tem a ver com as  características externas da subespécie da planta. O que determina se uma variedade terá efeitos energéticos ou relaxantes é a sua composição bioquímica, ou seja, quais substâncias estão presentes em maior concentração.

E outra parada é que hoje em dia a maioria das variedades são híbridas. Ou seja, por meio de cruzamentos genéticos, se criam novas strains, de acordo com os efeitos e forma de plantio desejados.

Uma híbrida pode crescer tão rápido quanto uma indica e ter alto rendimento como uma sativa. É até difícil encontrar uma flor com sua genética ‘original’. Algumas são inclusive patenteadas por grandes empresas do mercado canábico.

A brisa depende de vários fatores, como as diferentes composições de canabinóides e terpenos, a dose, o método de consumo e sua tolerância. Categorizar a maconha em variedades divididas em três caixinhas é um jeito fácil e útil para organizar e vender. Mas num mundo legalizado, há outras maneiras de encontrar flores com a bioquímica mais adequada para os efeitos que você procura. Aqui no Cannabis de A a Z, vamos te explicar tudo sobre isso.

 

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A maconha serve para todos?

Não. A maconha não serve pra tudo e todos. E também não é esse caos demoníaco que pintam há anos para sustentar a guerra às drogas. Nada é só bom ou ruim. Assim como muitas outras plantas com efeitos terapêuticos, deve ser usada com responsabilidade e informação.

A polêmica é tanta que os lados acabam se polarizando. E a informação mais uma vez fica desencontrada. Os estereótipos rodeiam qualquer pessoa que consome maconha. ‘Sair do armário’ em relação à planta é importante, mas também requer alguns cuidados.

Vamos supor que você percebeu, mesmo fumando prensado, que a maconha pode te ajudar com aquela cólica menstrual chata. E quer contar pras as amigas, indicar. O cuidado está aí. Falar sobre esse remedinho num almoço de família, por exemplo, pode causar discussões construtivas ou não. Ainda tem um puta tabu em cima disso.

Pra sua família, a maconha pode ser um bicho de sete cabeças. Eles foram ensinados que era algo perigoso, a erva daninha. Não adianta sair gritando por aí que a Cannabis te salvou e que pode ajudar o outro também. Se seu amigo for negro, por exemplo, isso traz outras consequências pra ele. O Brasil segue um país racista, governado por alguém que não reconhece seus efeitos terapêuticos e que reforça o estereótipo de maconheiro vagabundo. O caminho é a informação e a conversa amigável. Mostra a Nowdays pra eles!

O melzinho que sai do beck é haxixe?

Outra parada que segue sendo repetida é que aquele melzinho que sai do baseado é haxixe e tem alta concentração de THC. Cara, aquilo tem altíssima concentração de toxinas vindas da combustão, isso sim! Se você ainda insiste em beck de pontas, talvez tenha chegado a hora de parar! Outra dica preciosa pra diminuir um pouco a ingestão dessas toxinas é o uso de piteiras longas. Se rolar investir nas de vidro, melhor ainda!

Curtiu nosso conteúdo? No Nowdays People cê vai encontrar entrevistas com uma galera foda e inspiradora. Também tem tudo sobre métodos alternativos de wellness, e no Reality Check tem questões legislativas e novidades no mercado canábico no Brasil e no mundo. Se tiver brisando aí, dá uma passeada pela plataforma, fica à vontade e se quiser, conta pra gente o que achou por meio das nossas redes @nnowdays.

Comentários

Como assim o melzinho não é haxixe? Minha vida é uma mentira!!!

Anonymous

Parabéns pela iniciativa, o Brasil precisa disso! Agora senti falta de mais informações como por exemplo o que é o haxixe (e modos de extração), informações sobre os malefícios da maconha (já qye estamos falando de polarização vamos abrir os dois lados) também poderiam falar sobre a canabis na culinária seus benefícios e riscos. Bora fazer do Brasil um país mais livre e democrático!!!

Anonymous
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