People: Sabia que tem artista na equipe da Nowdays? Conheça a Brvnks!

Sabia que tem artista na equipe da Nowdays? Conheça a Brvnks!

O People de hoje tá em casa! É dia de conhecer a Social Media da Nowdays, Brvnks, que também é cantora e tá lançando o single Happy Together com direito a clipe e tudo!

É isso mesmo que você leu no título. A nossa gênia das gírias, responsável por cuidar das redes sociais da Nowdays, também é cantora! Depois de um hiato de três anos a Brvnks tá numa nova fase e lançou hoje o single Happy Together, com direito a clipe e tudo! 

Aproveitamos a oportunidade para apresentar a Bru aqui. Batemos um papo sobre sua trajetória, a loucura que foi tocar no Lollapalooza de última hora, o lançamento do clipe e obviamente sua relação com a planta e bem-estar.

Já dá play no clipe antes de ler a entrevista: 

A Bru começou contando tudo sobre a nova fase e o lançamento do clipe:  

“Faz quase três anos que não lanço nada, né? Tudo mudou, a equipe, a banda. Tô finalmente fazendo as coisas como eu sempre quis, então tô feliz porque tá tudo bem minha cara. Eu já tenho 26 anos é? Então as coisas não são mais tão adolescentes como eram. Os assuntos são diferentes, eu mudei bastante. Acho que tá tudo bem produzido, bem bonitinho. Tá dando um trabalho absurdo, mas eu gostei do resultado! Sempre falava que odiava minhas músicas, agora eu amo! 

brvnksPro clipe eu queria uma coisa meio desenho anos 90. E aí eu gosto bastante do trampo do Rolim, e que foi ele que fez. Inclusive ele foi diretor do clipe de Tristinha também. Mandei várias referências pra ele, principalmente dos elementos que eu queria que tivesse. Coração, rosa… Nesse primeiro single é tudo mais romântico, porque é uma música que querendo ou não fala de amor, uma coisa que eu também não falava há muito tempo. 

E aí eu queria uma coisa bonitinha, queria uns desenhos meio tortos como eu sempre gostei, aí a gente gravou aqui em casa no mesmo dia que a gente tirou as fotos, foi tudo em casa, a gente comprou um fundo branco, eu fui lá, comprei um macacão, tudo. E deixei a parte criativa com ele. Deixei com ele e aí confiei. Aí ele me mandou uns dias antes e tava perfeito. Acertou!”

Também falou um pouco sobre sua trajetória:

“Comecei a tocar muito cedo. Mais ou menos com uns onze anos, e eu sempre falo que eu tenho um branco de como e de quando eu consegui começar a escrever e cantar. Não sei exatamente quando foi isso, mas eu lembro que eu gravava umas coisas, uns coverzinhos. A gente montou a banda lá em Goiânia mesmo. Tudo sempre feito do jeito que dava pra fazer, né? Também nunca foi minha intenção ser nada muito sério. Mas a gente começou a fazer muito show, muita coisa e começou dar mais certo do que eu imaginava. Pra mim era uma brincadeira né? Na época que a gente lançou eu trabalhava na Saraiva então tipo zero esperança que virasse alguma coisa. E aí foi dando certo, tanto é que a gente tocou no Lolla sem álbum, né? Não tinha nem lançado o álbum ainda e chamaram a gente em cima da hora.”

Como assim! Conta mais sobre essa loucura de ter tocado no palco principal do Lolla de 2019:

brvnks“Eu abri o show da Courtney Barnett aqui em São Paulo e a curadora do Lolla foi nesse show e gostou. E aí tava eles tavam querendo uma banda de mulher e ela lembrou de mim. Só que foi duas semanas antes! Pensa no meu coração. Quase morri! A gente ensaiou todos os dias e mesmo assim na hora ainda toquei várias coisas erradas. Mas, tudo bem. Foi ótimo, foi choroso, foi lindo! Queria muito tocar de novo. 2019 foi o melhor ano da minha vida, deu tudo certo. E aí veio a pandemia e brecou tudo. Mas tive um tempo pra pensar as coisas melhor e fazer do meu jeito.”

Todo mundo quer saber… Como conciliar trampo, banda, vida social?

“Eu também não sei dizer! Eu trato isso na terapia sempre, porque eu não consigo ficar quieta. Não consigo ter um trabalho só ou focar em uma coisa só. Fico entediada muito fácil então eu tô sempre arrumando mais coisa pra fazer. Mais projetos, mais trabalhos. Então assim, no momento eu estou com três trabalhos, né? Mais a banda em época de lançamento, uma cachorra neném e acabei de me mudar pro apartamento novo, então tô tendo que me preocupar com móveis, trocar lâmpadas e pintar parede, tudo ao mesmo tempo. Então dou umas surtadinhas, à vezes? Sim, sem  dúvida, mas tá tudo certo. Uso meu final de semana. Essas épocas acordo, trabalho e durmo. É puxado, mas tenho conseguido por enquanto.”

Haja terapia, né amiga? Conta mais sobre sua jornada pelo bem-estar:

“É! A terapia já faz bastante tempo e realmente eu não achei que ia me ajudar tanto, mas me ajudou muito. Eu sou muito ansiosa, né? Eu tive depressão desde os onze anos mais ou menos. Então, hoje em dia eu vou ao psiquiatra, tomo o meu remedinho, tento comer o melhor possível, por mais que eu adore uma besteira e use isso como recompensa muitas vezes também. E uma coisa que eu percebi que muda completamente a minha vida também é fazer exercício. Sou outra pessoa. Agora tô fazendo hidroginástica. Parece que eu tenho 57 anos, mas é tudo! Uns anos atrás quebrei o pé e nunca sarou completamente. Então é difícil fazer qualquer coisa que cause impacto. E acho que casa também, gente. Casa limpa, ter minhas coisas, silêncio, poder ficar sozinha um pouco. Isso é tudo pra mim!”

Como foi seu primeiro contato com o CBD, o Canabidiol?

“Faz uns anos! Quando eu não sabia de absolutamente nada sobre. Teve uma moça que vendia e tal. Ela era de fora e veio pro Brasil, amiga da minha chefe. E ela vendia o óleo de CBD. Fazia fila de pessoas na loja que eu trabalhava pra comprar o CBD dela. Pessoas mais velhas, pessoas riquíssimas. Fiquei: ‘Gente! Que babado é esse?’ Não sabia que não chapava ou coisa assim. Aí eu comprei e usei pra ansiedade, tava numa época difícil trabalhando fora. Pra cólica, eu tenho muita dor de cabeça, tava dormindo muito mal. Então assim, me ajudou muito muito muito, inclusive agora que eu tô sem, eu vejo a diferença que faz. Porque a minha ansiedade vira outra coisa e eu sinto que remédio nenhum serve como CBD servia assim e infelizmente não é tão fácil de conseguir, né? E também não é tão legal ficar comprando coisa que a gente não sabe o que que é e tipo, né? Entra no Instagram e fala hmmm CBD. Bom, mas né? Que que tem aí no seu CBD?”

E você fuma também? Como é sua relação com a planta?

“Considero meu uso terapêutico, assim como a Poli. Sempre gostei de beber, mas também não demais. Eu não gosto de me sentir muito fora de mim. Então sempre foi um uso assim tipo um peguinha, uma vezinha. Não é todo dia. 

Em quesito de bad, quando era muito novinha, entrei nessa coisa de ‘Ah eu quero experimentar, e nossa já tive muita bad na vida. Uó! Nossa senhora, essa coisa de fumar beck que cê não sabe quem que é, cê tá na rodinha assim, e aí quando cê vê cê tá “Onde que eu tô fazendo aqui?” Então hoje em dia eu sou muito mais responsável com isso. E sempre na manguinha, né? Nada forte, só um beijinho!”

E o trampo na Nowdays? Conta pra galera o que você faz como Social Media <3

“Eu achei que sabia sobre a planta e na real não sabia de nada! É tanta possibilidade que nunca imaginei na vida. Fico em choque com o tanto de coisa que dá pra fazer com a maconha. E é muito louco como essa ignorância toda faz a gente perder tanto potencial. 

Bom, na Nowdays eu respondo todo mundo, as DMs, os comentários, faço stories, legendas. Pego umas ideiazinhas de enquete, joguinhos, tudo. A Mi faz os textos pro blog e eu reviso e otimizo pra SEO e transformo eles nos carrosséis. Acho muito engraçado porque uma amiga falou que lê os posts na minha voz! E é porque eu que é mesmo! Tenho a liberdade de falar como a gente fala mesmo, gírias. Uma linguagem mais leve, não aquela coisa super fechadinha, né? Então, posso falar o que eu quiser. 

Mas eu acho um case muito legal pra mim, porque é uma coisa que quando eu encontro as pessoas, quando as pessoas mandam mensagem, é sempre: ‘’Nossa que legal que cê trabalha na Nowdays, amo tanto de vocês, eu amo o Instagram de vocês.” Então, eu fico assim: ”Somos tudo mesmo!”

Pra fechar: Conselho pra quem pretende experimentar fumar maconha?

“De forma alguma sair fumando coisas de pessoas que você não sabe a procedência. Pode ser seu amigo, o que for. Não faz isso, não entra nessas de tentar aparecer pra alguém. É muito nada a ver. Então assim, espera um pouco! Sei que parece aquela meio chata de “Ah, espera os 18 pra fazer tatuagem, pra beber.” Mas com maconha é melhor você esperar os 18 mesmo! É provado que o nosso cérebro ainda não tá completinho, ainda não tá totalmente formado e pode atrapalhar, sim. Principalmente se você for ficar fazendo o uso frequente. Então, espera um pouco menino, vai assistir um filme, entendeu? Espera os 18 pra você fumar um, que aí você compra o teu dinheiro, escolhe, junta dinheiro pra algo legal.”