Tchunaru’s lifestyle: Papo com Luanna Exner - Nowdays

Tchunaru’s lifestyle: Papo com Luanna Exner

No Nowdays People de hoje, Luanna Exner trocou uma ideia com a gente sobre seu novo single, 'Qual é a Droga', contou bastidores do clipe, sua relação com a maconha, yoga, carreira e redes sociais. Vem!

Luanna Exner é daquelas pessoas contagiantes, de riso solto e personalidade forte. Com uma trajetória que sempre envolveu a música, a gata passou de dançarina a multiartista, trapper, cantora, diretora criativa de produções audiovisuais. Falamos sobre os bastidores e processo criativo do seu single recém lançado, “Qual é a Droga’’, parte do seu álbum, que será audiovisual. Dá play aí e se liga no nosso papo.

Também falamos sobre a relação dela com a maconha, o início de sua carreira como artista e projetos futuros! Nosso papo foi por chamada de vídeo, cada uma fumany seu baseado, e começamos exatamente falando sobre normalizar isso:

“Tem que mudar essa imagem de que todo maconheiro é vagabundo, de achar que a gente não faz nada da vida, que é um viciado. É sobre a gente poder encontrar nossa paz também. Quando eu bolo um beckinho assim de manhã, depois de praticar uma yoga, é uma conexão tão forte comigo. Preciso desses cinco minutos pra depois já voltar a usar o cérebro com tudo.”

Antes da carreira solo, Luanna foi professora de dança e diretora criativa da Red Room junto com Naio Rezende, seu namorado. Depois, a dupla virou trio com Nox, no projeto Listen The Kidz. Ah, tem mais! Luanna também foi dançarina do Tropkillaz: “Fiquei três anos e meio com eles, viajamos o Brasil todo, foi fervo fervoroso!”

O início de tudo

“Comecei a dançar com dois anos. Minha mãe era professora de balé e eu sempre fazia aula nos lugares em que ela trabalhava. Era bolsista, graças a deus. E aí já comecei a trabalhar com 14 anos. No meu primeiro emprego, dava aula de balé pra criancinhas. Com 16, a minha mãe me emancipou e comecei a dançar na The Week de sexta a domingo, e às quintas na Bubu. Fiquei nesse período 16 aos 21 ou 22. E eu já fazia todo esse rolê fumando muita ganja. Eu descobri na maconha esse minutinho de paz, porque sou extremamente acelerada, sabe?”

Desde então, Luanna segue tendo esses seus momentos de paz, e encontrou na yoga e meditação um refúgio: “Quando comecei a praticar yoga, vi que era um complemento pra minha dança, sabe? Porque tem a parada de você respirar pra caralho, a cada posição você respira umas cinco vezes profundamente. Isso foi uma coisa que foi me dando mais calma pra tudo, pensamento, palavra, ação. Até para você também co-criar tudo que você quer para você e não jogar seu pensamento pro universo de qualquer jeito. Porque ele entende, né? Quando comecei a fazer yoga foi uma junção de tudo. Vários ensinamentos pra vida. Acho que todo mundo que fuma tem aquele momento de ‘Ai, agora tô de boa comigo.”

Em seguida, deixou claro que positividade tóxica não é com ela: Sou uma yoguete, mas também, namastê é o caralho. Tenho preguiça, não é todo dia que a gente tá bem. Sou super afim de ódio criativo. Assim nasceram várias musicas minhas porque é sempre um desabafo.”

Direção criativa e Red Room Entertainment

Apesar de não ter absolutamente nenhuma dificuldade em estar em frente à câmeras, Luanna também circula pelos bastidores como diretora criativa, de casting e coreógrafa de clipes de uma galera braba da cena. Como é o caso de “A música da Mãe”, do Djonga: “Foram trabalhos muito especiais e que aprendi demais. É muito louco ver gravadoras me contratarem pra um trampo de bastidores.”

Seu primeiro trampo sozinha como diretora foi para o clipe de Monza Drift, do Denov com o Naio, que tem mais de 4 milhões de visualizações.

Mas a Red Room nasceu antes disso, em 2014. Luanna e Naio criaram o projeto, que no início era uma festa de Trap no Espírito santo, bombou, teve várias edições memoráveis e foi o início da trajetória da Luanna em outras frentes criativas.

Redes sociais

Desde seus tempos de dançarina do Tropkillaz, muito antes dos seus atuais 94 mil seguidores, Luanna já dividia seu lifestyle legalize nas redes. Depois que passou a fazer trap, seu público aumentou e suas músicas incomodam uma galera: Ah, super tem, né? Diariamente. Vou só no fruit Ninja. É foda por que nós mulheres temos que estar muito bem posicionadas no que queremos. Sempre vai ter um para testar nossa fé. ‘Me molho sozinha’, por exemplo, fica ressoando na cabeça. É uma liberdade sexual, de pensamento, de se posicionar, que assusta muito macho. Por isso acho que tem hate pra caralho em alguns momentos e tudo bem. É sempre uma confirmação que a gente tem que estar lá, sabe?

“Minha fase é maconheira desde os 12, amores, então lutem”

Mas, desde sempre, Lu é legalize nas suas redes. Conforme foi ganhando mais visibilidade, passou a receber conselhos sugerindo que parasse de falar abertamente sobre maconha: “O lance é que ninguém quer falar que fuma. Ninguém quer botar a cara. E Deus sabe, eu não quero ser mais uma. Me falam: “Para de falar de maconha, para de postar, não precisa…” Mas precisa. Precisa, sabe? Não quero ser hipócrita. E aí me dizem “tá então perde trabalho aí a vontade. Fico com ódio! As pessoas já sabem que eu sou isso. Se eu paro de ser assim, vão dizer “porra, qual foi? cadê aquela Luanna?’’ Acho que, óbvio, a gente tem que saber ponderar e equilibrar tudo isso, saber os momentos para se posicionar. É super importante entender as nossas fases. Mas, a minha fase é maconheira desde os 12 anos, amores, então lutem.”

‘Qual é a droga?’

Luanna também dividiu com a gente de onde veio a ideia do seu nome som, ‘Qual é a Droga’ e contou detalhes dos bastidores da gravação do clipe!
“Eu tava muito louca um dia e quis fazer uma música falando sobre o que me deixa ‘mole, mole’, e o que que a gente dissolve. Porque tem varias formas de tratamento de psicanalise com MD e eu sempre venho estudando como o psicoativo pode transformar a nossa mente pro que a gente quer ser. O que a gente precisa dissolver, trabalhar dentro da gente, pra ter as relações que a gente acredita? Porque você fica ‘mole, mole’ diante de todas as suas fragilidades? A gente tem que se render a elas uma hora ou outra. Com todas as medicinas, md, beck, medicinas da floresta.”

E o clipe?

“A gente gravou tudo em casa, de celular. Eu fiz uma pesquisa de filtros, a gente gravou ele em julho do ano passado. Porque o álbum todo quero que seja audiovisual. A gente tá fazendo um corre do caralho. E aí os 6 singles já vão sair com clipe. Eu que captei toda a voz do meu álbum e fiz uma pré mix.”

O clipe foi bem gostoso de gravar, a gente ficou acho que umas 10 horas, porque foram várias trocas de look, de make. Também foi um pouco caos porque colei aquela slime inteira na minha cabeça. Foi caixão, mulher! A gente foi pesquisar no google: “como tirar slime do cabelo?’ E saiu tudo com vinagre! Então, pra você mamacita, que tem filhos, slime sai com vinagre.”

Sobre música…

“As músicas pop me trazem muita alegria. Sinto que minha carreira vai caminhar pro pop em breve. Por que eu vim de balada gay. Sinto que entrei pro trap porque era um cenário mais aberto, que eu podia me expressar. Podia falar sobre maconha, falar sobre chupar xoxota. Sobre ser o que eu sou. E no pop ainda não dava. Só que o trap tá virando pop, então daqui a pouco o pop vai engolir o trap.”

A Luanna é foda, né? Corre pra seguir ela! E se liga, tem mais conteúdo em Basics! Lá cê vai encontrar tudo sobre a nossa amada planta e outros métodos alternativos de Wellness. Tem também novidades e questões legislativas. Se tiver brisando aí, dá uma passeada pela plataforma, fica à vontade. Ah, se ainda não assinou nossa newsletter, a hora é agora!