Retomada pós covid: Como sair do isolamento sem pirar de vez?
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Retomada pós covid: Como sair do isolamento sem pirar de vez?

Quem aí tava com saudade de falar de bem-estar? Com a (muito) precoce reabertura de restaurantes, bares e até baladas, só a ideia de se reintroduzir socialmente depois de quase dois anos de isolamento levanta várias questões. Que envolvem, além de bem estar, nossa saúde mental, física e também um bode gigante de voltar a conviver com quem tá ignorando a pandemia desde o início.

by Michelle, Aug 25, 2021
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Com a reabertura e avanço da vacinação, você sente calafrios só de pensar em voltar a ocupar espaços como restaurantes, bares e rolês em geral? Hoje vamos refletir sobre as várias questões que envolvem essa gradual saída do isolamento social. Como fazer essa retomada pós covid num momento em que o vírus ainda tá em alta circulação?

Mas, ó, uma coisa é fato: A reabertura geral que tá rolando é irresponsável. A variante delta – muito mais contagiosa – segue em circulação e a vacinação ainda tem muito chão pela frente. É aquilo, né? Já que tá rolando, vamos pelo menos fazer nossa parte: ir com calma e responsabilidade.

São muitos questionamentos pra tantas incertezas, por isso, conversamos com psicólogos para nos ajudar a enxergar vários aspectos dessa retomada.

Você provavelmente já sabe que na Nowdays a gente não curte cagação de regra, então a ideia é sempre te apresentar fatos e visões que podem te ajudar.

E a gente também sabe que você curte – e tá morrendo de saudade – de fazer aquela sessão com os amigos. Por isso, também vamos refletir sobre quais vão ser as mudanças na rodinha do baseado.

Individual x coletivo

Uma das reflexões levantadas pelos especialistas sobre esse momento de retomada social e econômica pós covid, contempla o desafio de entender o que é individual e o que é coletivo:

“Questões coletivas são vivenciadas por cada um de uma determinada maneira e isso é o que acontece normalmente. Mas nesse caso, individualizar a pandemia significa desconsiderar o coletivo e pressupor que ações individuais podem dar conta de solucionar a questão. O peso da decisão sobre poder, querer e conseguir manter o isolamento acaba ficando restrito a cada um individualmente.”

Fato é que a pandemia não é questão individual, mas foi tratada como se fosse, né? O isolamento social não foi opção para grande parcela da população, que seguiu tendo que sair de casa para trabalhar e tentar garantir comida na mesa. Isso sem contar o negacionismo, desinformação e falta de orientações governamentais sérias e confiáveis, que tornaram o problema ainda mais grave e difícil de contornar.

E, segundo o time de especialistas que escutamos, esse contexto caótico já é um gerador de angústias: “Ao individualizar algo que é coletivo, temos uma situação que pode causar muitos danos, porque parece que fica a critério de cada um decidir o que é seguro fazer ou não.”

Ou seja, essa retomada precipitada continua deixando a responsa no indivíduo. E, apesar de ser um desafio coletivo, cada um tem sua vivência. O que a gente tem visto são pessoas ponderando individualmente o que estão dispostas e conseguem flexibilizar: “Mas é uma situação que vai além. É sobre responsabilidade social.’’

Como assim? Ao decidir ir a uma balada, você pode ser vetor da doença e contribuir para que o contágio siga desenfreado, mesmo que você indivíduo já esteja imunizado com as duas doses da vacina. Entender que fazemos parte de algo maior é essencial.

É a hora mesmo?

Mesmo sendo muito individual, dá pra sentir dois moods entre a galera que de fato tem se cuidado e praticado o isolamento social nesses quase dois anos de pandemia: 

De um lado, os rolezeiros sedentos, morrendo de saudade de um vuco-vuco bem aglomerado, mas ao mesmo tempo com medo e várias inseguranças, de ter perdido a habilidade de socializar, de sentir que ainda não é a hora certa, que tá precipitado – apesar de não aguentar mais e estar com fogo no cy pra voltar pra rua.

Do outro lado, estão aqueles que gostaram de experimentar uma vida mais reclusa, não estão nem um pouco a fim de voltar aos rolês e muito menos ao trabalho ou estudos presenciais e interações com colegas.

Não tem certo, errado ou receita de bolo. Nossas habilidades sociais ficaram de lado por muito tempo. E essas interações do dia-a-dia são situações em que estamos simplesmente enferrujados sobre como agir. 

A dica principal aqui é dar atenção à sua saúde mental para entender quais são suas próprias limitações. Não só na retomada pós covid, mas na vida. Autoconhecimento (e terapia) é poder, minha gente! 

Retomada social na prática 

Na teoria, o ideal seria uma reabertura gradual. Que desse conta de garantir que os protocolos que já sabemos que funcionam, fossem seguidos. Na prática, a gente sabe que tem sido aquela palhaçada, né? 

Quais protocolos são respeitados num restaurante fechado em que os únicos de máscara são os funcionários? 

Nós não estamos mais no escuro quanto à contaminação. Além da vacina, temos controle sobre: A qualidade da máscara que usamos, a preferência por lugares abertos e com circulação de ar e claro, o isolamento social.

Seguir essas recomendações significa retomar gradativamente a vida social. Meter o louco com uma dose só, além de irresponsável é egoísta, né?

A roda do baseado

Portanto, a roda de baseado ainda não deve acontecer como se nada estivesse rolando. Caso você decida encontrar poucas pessoas numa praça, manter a distância e fumar cada um seu baseado ainda é a melhor escolha. 

Mesmo com o avanço da vacinação as rodas têm muito a mudar, e na real, já tá rolando. Piteiras individuais, de silicone, pra encaixar no beck na sua vez de fumar já são uma realidade. Ainda assim, beck individual segue o mais seguro. 

Querendo ou não, toda essa reflexão é, além de uma questão de bem-estar, que é o que funciona pra você, também uma questão de redução de danos.  E aí, como você acha que a roda vai mudar daqui pra frente?

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