Quantos tipos de cannabis existem? E quais são eles? Saiba tudo aqui!
Cannabis A a Z
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Quantos tipos de cannabis existem? E quais são eles? Saiba tudo aqui!

O prensado ainda é o campeão de consumo entre os brasileiros, mas o cardápio disponível pra compra não para de crescer. No Cannabis de A a Z de hoje, vamos desvendar esse monte de nome, do prensado às strains mais famosas.

by Michelle, Aug 02, 2021
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A gente repete bastante essa frase por aqui: é foda ser maconheiro no Brasil. O prensado ainda é a forma mais consumida da planta por aqui, pelo baixo preço e fácil acesso. E, apesar da ilegalidade, estão disponíveis no mercado muitas outras opções além do famoso pren: Tem manga rosa, Colômbia, Skunk, mil haxixes diferentes… Preparamos um guia pra você não cair nunca mais em papo furado e entender os vários nomes no cardápio da maconha!

Nos tempos áureos do Facebook aquela coisa do maconheiro raiz e maconheiro nutella bombou. Quem tinha o costume de fumar prensado, de preferência sem piteira, era o tal maconheiro raíz, o ‘verdadeiro’. Já o maconheiro nutella era o tal do zé creminha, aquele que apreciava a ‘maconha gourmet’: uma florzinha, um ice ‘top’… 

O tempo passou e essa parada ficou pra trás, graças a jah. Cada vez mais maconheiros são conscientes da importância da piteira, e que quanto mais longa, melhor. Mas, para além disso, ainda ficou muita dúvida no ar sobre esse cardápio variado na hora de comprar maconha. Viemos te ajudar! Afinal, não tem SAC pra reclamar depois e é muito chato comprar gato por lebre.

O prensado

cannabis prensadaTão importante na cena canábica no Brasil que tem um texto só pra ele aqui. Mas, resumidamente, o prensado consumido por aqui vem do Paraguai, e é simplesmente um monte de flor de cannabis prensada para ocupar menos espaço e ser transportada mais discretamente.

Ou seja, o prensado existe como uma estratégia de logística. Para armazenar e transportar maconha de um jeito que não fossem pegos pelas autoridades. É a maconha mais barata encontrada por aqui e a mais apreendida também.

O maior problema é que na pressa, a maconha é prensada ainda úmida, depois de ficar abafada embaixo de lonas. Isso torna o ambiente perfeito pra proliferação de fungos… Nem é preciso dizer que não dá bom fumar fungo, né?  A faixa de preço normalmente vai de 2 a 4 reais por grama.

Um ponto importante antes de seguirmos para as próximas variedades, é que para a mídia tradicional, maconha é só a prensada. Tudo que é apreendido e que não é prensado, costumam chamar de ‘maconha gourmet’ ou ‘skunk’.

Soltinho, home grown

Na lista de preços, o que vem depois do prensado é chamado por muitos de soltinho ou homegrown, que quer dizer ‘plantado em casa’. Na real, isso não diz muito sobre o que é aquela variedade, né? 

Muitas vezes o tal soltinho são sementes encontradas no prensado e cultivadas sem controle das condições de temperatura, luz e umidade necessárias para desenvolver aquela variedade em sua melhor potência. Normalmente vendida de acordo com a qualidade do plantio… Tem que ficar de olho pra não cair em cilada.

Manga rosa

Muitos chamam o tal soltinho de manga rosa, mas, não dá pra saber. A manga rosa é uma variedade bem famosa da maconha, conhecida por ser uma strain brasileira.

Na semana passada, quando falamos das diferenças de sativa e indica, contamos que as variedades genéticas da maconha foram surgindo conforme as ‘linhagens originais’ da planta foram viajando pelo mundo e sendo criadas em condições climáticas diferentes.

A manga rosa realmente é uma variedade mais acessível no mercado interno, apesar de não ter como saber se aquele é uma true manga rosa. Uma das hipóteses é que as primeiras sementes de maconha a chegar no Brasil foram trazidas pelo povo africano, escravizado pelos portugueses na época da colonização. 

Como nosso clima é tropical, assim como na África, as sementes se desenvolveram bem, e nasceu a tal manga rosa. Que, aliás, tem esse nome por conta da fruta, que também é tradicional na Bahia.

Ou seja, diferente do prensado paraguaio, a manga rosa é conhecida por ter bom aproveitamento no nosso nordeste, mais especificamente no ‘polígono da maconha’, entre os estados da Bahia e Pernambuco. Mas, com o endurecimento da fiscalização nesses estados, as plantações se espalharam para o Pará e a Amazônia.

Quanto aos sabores e efeitos, é uma variedade conhecida por seu sabor doce e frutal. Se bem cultivada, terá flores ricas em THC. Sua genética é sativa, ou seja, tem plantas espichadas e altas, às vezes com mais de 2 metros de altura e com as folhas fininhas. Tem um tempo de floração demorado, que varia de 3 a 4 meses. Ou seja, muitos apressadinhos colhem antes da hora e por isso muitas magas rosas não chegam a sua maior potência.

Colômbia

Chegou a vez dele: Colômbia, colom, colombinha, colô, são muito apelidos. Ele assumiu um posto de opção preferida de quem quer sair do prensado, por ter um preço ainda bem abaixo de outras flores e uma chapância mais potente que o pren. O famoso ‘custo-benefício’ favorável pro maconheiro no Brasil.

A origem é meio óbvia, né? Segundo reportagem do El País, o Colômbia passou a ser vendido no Brasil por volta de 2014, quando rolou a primeira apreensão desse tipo de maconha por aqui. Cada vez mais comum, o colom atrai porque tem um aspecto melhor, gosto característico e não é tão mais caro que o prensado. Mas, assim como tudo no Brasil, até o colom tá inflacionado. Antes era fácil achar por 10 reais a grama, hoje vai de 20 a 30 reais a grama, e muitas vezes chega com um aspecto não tão bonito quanto se espera.

Uma das grandes diferenças entre o pren e o colom é que o colom vem embalado à vacuo ao invés de ser prensada, o que preserva melhor os canabinóides, podendo ter porcentagens maiores de thc que o pren. Mas, mesmo assim, alguns processos são feitos de forma apressada e algumas levas vem feias e com cheiro de naftalina.

Apesar de muita gente vender o colombinha como Colombian Gold, dificilmente você está tendo acesso à essa variedade específica por meio da ilegalidade. É aquele coisa: Não é só porque veio da colômbia que é Colombian Gold!

Colombian Gold

A Colombian Gold é uma variedade da planta que se desenvolveu nas montanhas de Santa Marta, na Colômbia. Nos anos 60 já fazia parte da lista de genéticas mais cobiçadas da América Latina. Depois, ficou mais famosa ainda ao ser hibridizada para a criação da Skunk#1, uma das variedades mais famosas da planta.

Skunk

Aqui no Brasil, tudo que não é prensado é considerado Skunk, principalmente pela mídia tradicional. Tem até quem confunda Skunk com maconha sintética. Mas, a real é que é só uma genética muito famosa, conhecida por ser uma das primeiras híbridas a serem desenvolvidas. Foi, inclusive, a vencedora da Cannabis Cup de 1988!

Skunk é, portanto, a variedade resultado do cruzamento das genéticas Afhgani, Mexican Acapulco Gold e Colombian Gold. Assim como todas a strains, é bem difícil ter certeza de que você tá fumando ela…

Chega de cair em golpe de soltinho vendido como Skunk, ein!

Haxixe

Parece mágica. Aquela resina brilhante, meio dourada. O haxixe é um concentrado de canabinóides e terpenos. São várias as formas de fazer essa extração dos tricomas da planta, algumas com resultados mais puros que os outros.

Os preços variam muito de acordo com a suposta qualidade do haxixe e a técnica usada pra extração. Mas, nossa, os haxixeiros sabem como é difícil – e caro – fumar haxixe do bom por aqui.

Entre os vários tipos, podem ser divididos em dois grandes grupos, feitos com solventes e sem solventes. O famoso Ice, por exemplo, é extraído apenas com água, gelo e bolsas de filtro. Já é difícil saber identificar se as flores são da variedade que dizem ser, imagina os concentrados? O proibicionismo dificulta tudo, e acaba expondo quem consome à substâncias que não temos a menor ideia. 

Cada vez mais coisas são misturadas aos haxixes ‘comerciais’ e o preço normalmente não vale. Vamos falar mais das diferentes formas de extração do haxixe em outro post, mas, se tá ansioso, confere o trampo das meninas do Girls In Green, que são especialistas no assunto!

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