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Tudo sobre vaporizadores: Afinal, é menos pior que fumar?

São uma infinidade de opções, formatos e utilidades. O universo dos vaporizadores é gigantesco e um pouco confuso. No reality check de hoje, vamos esclarecer tudo sobre eles, te contar as diferenças entre os modelos e as polêmicas que já rolaram. Bora lá! 

by Michelle, Jul 27, 2021
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Ao falar de vaporizadores, dois mundos se misturam: o dos acessórios canábicos e o dos cigarros eletrônicos. O novo hábito, agora chamado por aí de ‘vaping’, vem preocupando especialistas. Mas, afinal, vaporizar é menos pior do que fumar? …Vish, depende. Vamos por partes. 

Os vaporizadores entraram em cena já há bastante tempo. Principalmente como alternativa menos danosa do que a combustão, seja da maconha, da nicotina ou de outros óleos e líquidos. A chegada dos cigarros eletrônicos foi em meados de 2008 e uma comunidade foi se criando e popularizando os aparelhos, que hoje acumulam nomes, modelos e funções.

Para facilitar, vamos dividir o texto em dois blocos, o dos vaporizadores voltados à maconha, seja em sua forma seca ou em extrações, e o outro dedicado ao mundo dos cigarros eletrônicos, como os famosos Juuls, aqueles que parecem um pen drive e que tem cartuchos descartáveis. 

Vaporizadores de maconha

A gente adora lembrar que existem várias formas de ingerir e consumir a maconha além do tradicional baseado fumado. Aqui falamos sobre 6 métodos, entre eles, a vaporização, que é a escolha de muitos maconheiros que querem reduzir danos e preservar os componentes da planta. 

Ao fumar, a combustão pode queimar muitos dos terpenos e canabinóides presentes na flor. Além dos subprodutos do processo, como o alcatrão

Já com a maconha vaporizada, é possível ativar mais desses compostos. Com a possibilidade de controlar a temperatura, você escolhe a temperatura certa pra inalar as partículas de água e do seu extrato ou da erva seca.

A vaporização da maconha pode ser uma ótima ideia, mas dependo do que você vai vaporizar e como. Pois é, nada é tão simples como parece. 

Vamos às subcategorias?

Vaporizadores de mesa

vaporizador de mesa volcano

Robustos e caros, os vaporizadores de mesa foram os primeiros a surgir. Por meio de ar quente, a erva é aquecida na temperatura escolhida, e o vapor enche uma sacola de plástico em que pode ficar armazenado por até 8 horas. O mais conhecido é o Volcano, que custa cerca de 1.800 reais. Eles não são muito práticos, mas ótimos para quem só usa em casa, com o controle de temperatura bastante preciso. Ah, existem vários modelos, para ervas secas ou concentrados, e precisam de energia elétrica para funcionar.

Vaporizadores portáteis

vaporizador portátilSão infinitas as opções de vaporizadores portáteis. Pequenos e discretos, funcionam  quase da mesma forma que os de mesa. Com a vantagem de que são muito mais fáceis de levar pra qualquer lugar.

Eles vem com um lugarzinho pra guardar a flor ou o concentrado da planta, um dispositivo de aquecimento e uma bateria. Entrar no site da Puff Co é insanamente frustrante, rs. Primeiro pelo preço, segundo porque pra arranjar o que vaporizar nessas belezuras aqui no Brasil é foda, né? Seguimos….

Nos vaporizadores portáteis mais tecnológicos, o controle da temperatura é feito por um aplicativo no celular… Sério! 

Vaporizadores de concentrados

vaporizador de concentradosOs vaporizadores de extratos ou concentrados precisam de menos energia do que os vaporizadores de ervas secas, por isso, conseguem ser menores ainda do que os que falamos aqui em cima. Parecem canetas, e vem com um compartimento específico para ceras, os vários tipos de concentrados da planta, também conhecido como haxixe. 

Canetas de cartucho descartáveis

Chegou a vez delas. As polêmicas canetas de cartuchos descartáveis de óleo de cannabis. Nesse caso, a caneta consiste na bateria, que é reutilizável, e do cartucho descartável, que vem cheio e você joga fora depois de vaporizar todo o óleo.

Existe uma infinidade de modelos de baterias, com e sem botões, de vários estilos e formatos. Uma das mais comuns é a linha 510, que é compatível com uma grande parte dos cartuchos disponíveis no mercado legal da maconha pelo mundo.

A praticidade é tentadora, né? Mas, como saber o que exatamente vem nesses cartuchos? No que os canabinóides são dissolvidos para a vaporização? 

Em lugares com o uso adulto regularizado, é possível encontrar cartuchos confiáveis e aprovados pelo FDA, mas, como toda novidade no mercado canábico, a ilegalidade coloca o usuário em risco.

Em 2019 foi feita uma conexão entre um aumento de lesões pulmonares e o uso de vapores ilícitos. A investigação indica entre as causas prováveis que os óleos tinham acetato de Vitamina E  e outros aditivos, como aromatizantes e produtos falsificados, em sua maioria, de baixa qualidade. 

Aqui no Brasil, a situação também é preocupante, já que esses cartuchos são comercializados ilegalmente e com propaganda enganosa como vindo da Califórnia. Mais uma vez a conclusão é a mesma: É foda ser brasileiro e maconheiro.

Cigarros eletrônicos 

mão segurando vaporizadores

A possibilidade de vaporizar ao invés de fumar se mostrou uma ferramenta para enfrentar o tabagismo. Mas hoje, vaporizar é mais do que isso. Existe toda uma comunidade de praticantes, cheios de peculiaridades e diferentes formatos e sabores. Mas, essa febre preocupa especialistas. 

Estudos apontam que o hábito do ‘vaping’ enfraquece as células que protegem o tecido pulmonar e podem aumentar o risco de câncer e doenças cardíacas. Outro levantamento sugere que adolescentes que fumam cigarros eletrônicos antes dos 18 anos têm mais chance de criar uma rotina diária com o fumo e até migrar do vape para o cigarro comum.

Mas, para quem já é fumante e quer parar de fumar, o cigarro eletrônico pode ser uma alternativa, já que evita a absorção de inúmeras substâncias tóxicas e cancerígenas presentes no bastão de nicotina comum.  Há um consenso geral quanto a isso, mas o risco do desenvolvimento de dependência à nicotina continua existindo.

Como funciona? 

A maioria dos cigarros eletrônicos é similar às canetas que citamos acima. O calor é produzido por meio de uma bateria e vaporiza um líquido que pode ou não conter nicotina. 

Esse líquido que é utilizado nos aparelhos é conhecido como juice ou e-juice. Normalmente é composto de glicerina vegetal (VG) e o propilenoglicol (PG).

Mas aqui também entram aromatizantes, essências que dão sabor e aroma ao vapor, e a nicotina, que vem com a quantidade especificada na embalagem. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) produziu um relatório em agosto de 2016 e nele afirma: “Não há pesquisas suficientes para quantificar o risco relativo de sistemas eletrônicos de fornecimento de nicotina em relação a produtos que usem combustão. Portanto, nenhuma conclusão específica sobre o quão seguro é usar esses produtos em comparação ao fumo pode receber credibilidade científica nesse momento”.

No Brasil

Por aqui, apesar de não parecer, a venda de cigarros eletrônicos é proibida. A moda está presente entre os mais jovens e preocupa especialistas. Afinal, a procedência dos produtos é duvidosa e a composição também.

A variedade de sabores é tentadora pra molecada. Junto disso, a falta de informação sobre os danos que a inalação dessas substâncias pode causar instiga a curiosidade. O acesso está cada vez mais fácil. Bora alertar o amiguinho? 

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